sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

A tarde... [Dedico este texto a minha tia Luciene, esta tarde foi ao lado dela, isso me inspirou.]

    Nesta tarde estamos nós a nos sentar e conversar, sobre nós, sobre o que nos interessa para conhecer um pouco melhor nossa família, o que nos leva de fato a conhecermos nós mesmos, compartilhar um sentimento que para mim é desconhecido, sempre estou eu a pensar, tão sozinho, sobre o que estou a perder não estando ao lado fisicamente das pessoas que amo e nem sequer eu sabia disso. Admito que nunca se sabe a importância da teoria, somente quando conhecemos a prática.
    Se a família constitui um alicerce, posso dizer tão somente que minha casa foi feita fora dos padrões adequados, conhecendo o alicerce depois de ter erguido as paredes robustas de uma grande família, assim de fato é que conheci e conhecia minha família aos poucos, como pode ser isto possível, simples a distância, ela que tem se tornado a inimiga das gerações, ousava mostrar serviço em minha vida, mas mesmo assim, dias a mais, dias a menos, a vida se mostra uma caixa de surpresa, e como um presente me recordo de uma tarde, todos a conversar, minha família, sim esta, a família que se mostra distante aparece-me para mostrar como se fosse um instrumento do Deus, que é pai e filho, como conhecemos, que o amor se apresenta de uma forma natural, como convém, enfim familiar...


27/09/2011

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