sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Pensamentos de um domingo monótomo...

    Neste silêncio torno-me refém de mim mesmo, as horas tardam a passar, e o domingo parece ser cada minuto a minuto mais e mais terrível, é quando o tédio alcança enfim o seu auge, e a vida estraga-se em palavras, que algum dia me levarão a entender que este dia não foi melhor nem pior do que qualquer outro, ou simplesmente, que os domingos são todos como este, sempre a entediar aos que não tem muito o que fazer, ou dos que muito tem a fazer e resolvem optar por não fazer nada.
    Acreditar que eu gostaria muito mais de estar cursando uma aventura, por um caminho desconhecido e que para muitos seria horrível está viagem, pela noite a fora, um lugar deserto, árvores horripilantes, sem folhas, escuras, sem muita beleza aos olhos alheios, mas nem sempre em um mundo um pensamento vale para outro de nós, estar eu a andar por este gramado a noite, quando a lua já se dispõe acesa, a me iluminar, enquanto ando, em busca do que não sei, nem ao menos terei, mas estou a pensar, o paraíso nem sempre é constituído pelas flores e pela luz do sol, as raízes secas, galhos medonhos, ameaçadores e o brilho fascinante da lua, selvagem paisagem, vento no rosto, este paraíso basta.


20/11/2011

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