segunda-feira, 27 de julho de 2015

Silêncio...

Parta a minha cara, me xingue, me diga coisas horríveis, me ame, me diga a verdade, a verdade cruel, a verdade crua, a verdade que eu goste ou talvez a que eu odeie ouvir, mas me diga, me diga algo, me livre de tudo o que eu penso a seu respeito e você não sabe, me livre da dúvida do que você pode ser, não me trague como um cigarro barato, não me ame nem me odeie em silêncio, porque o silêncio é tudo e o nada ao mesmo tempo, e eu já não tenho como enxergar o tudo porque o nada me parece mais óbvio, só vejo o que falta, e o silêncio me corrói, me danifica...
Porque as vezes tudo desmonta, e a vida vai seguindo de maneira fria, sem sentido, e como não há alternativas vou levando, como um barco vazio sendo levado pelas ondas, não me ignore, não sejas o básico, seja constante, seja intensidade, seja a calmaria, mas seja a verdade, não me dê migalhas porque eu quero tudo, antes que o meu barco afunde.