sábado, 11 de maio de 2013

Inquietação


Desculpe-me, mas já não posso deixar de escrever, porque este papel tornou-se parte da minha intimidade, ele me olha o tempo todo, é como se fossemos parte um do outro, parentes ou cônjuges que se unem através de palavras dispersas sem fim por um sentimento de expulsão, que vem de dentro da alma, palavras sofredoras, tristonhas, felizes, alegres, tantas sem fim ou objetivo.
Já posso ver o despertar das palavras que foram arremessadas de dentro do meu peito como se a cada batida uma palavra fosse posta para fora. Sinto-me inquieto, e é um momento que preciso descrever com clareza o que sinto, uma preocupação, uma aflição, de ser o que ainda nem mesmo eu descobri, mas que ainda aqui dentro de mim repulsa.


Kelvin Oliveira
14/09/2012

Um comentário:

  1. Legal Antônio, vi somente agora seu comentário, porque entro poucas vezes no meu blog, agora estou voltando a ativa, escrevendo novamente... Irei seguir seu blog sim, e obrigado, bom que tenha gostado... Abraço!

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